4 de maio de 2015

Cura que vem de dentro: florais alquímicos no tratamento de doenças


Dor de cabeça, indigestão, depressão, ansiedade: esses são apenas alguns dos males que afligem o ser humano. E pra todos eles, geralmente, a resposta é a mesma: “toma um comprimido”. Não se pode, certamente, desmerecer o quanto a medicina tradicional tem feito pela saúde das pessoas. Mas, e se todos esses problemas forem apenas o sintoma?

Não existe nenhuma contra-indicação no uso de florais,

eles podem ser consumidos por qualquer pessoa
É sob essa visão que surgem os florais alquímicos. Esses medicamentos produzidos no Brasil são feitos, como sugere o nome, de flores, e também de minerais. São alquímicos porque observam a aura desses elementos, desde o plantio até a colheita. O seu funcionamento é simples. O floral trata problemas emocionais e psíquicos que, se não resolvidos, acredita-se que podem resultar em toda sorte de doenças. Como diria a canção, “as mandingas e os segredos de alquimia pra curar amor ferido, até por traição”.


O criador dos florais alquímicos, Joel Aleixo, explica que a alquimia foi a primeira das ciências, surgida em uma época na qual não se distinguiam a astrologia, a astronomia e a espiritualidade. “Para elaborar alquimicamente os florais, basta seguir os princípios da alquimia, ver o ser humano não como um equipamento solitário, mas como um ser que se integra a tudo aquilo que o rodeia”, afirma. As plantas utilizadas respeitam essas premissas: algumas são colhidas num santuário de reservas, ou ainda, são plantadas em formas de mandalas, de acordo com uma agricultura biodinâmica e orgânica.

Doenças que alimentamos



A terapeuta Carolina Maschio, que trabalha com 

os florais há 20 anos
A terapeuta Carolina Maschio trabalha com os florais alquímicos há 20 anos. “Não acho que eu os encontrei, acho que eles me descobriram”, conta. Na época em que iniciou o tratamento com os florais, duas décadas atrás, ela gastava cerca de R$ 500 em medicamentos todos os meses. Hoje, com 69 anos de idade, ela não consome nenhum medicamento convencional.

Carolina comenta que a doença é, para aqueles que estudam a alquimia, como um bicho. Ela nasce de traumas emocionais, coisas que são absorvidas desde o início da gestação do indivíduo e, quando surge, fica primeiramente no nível mental. “Se essa questão não for tratada e ‘liberada’, é criado o bicho, a entidade, que é a doença”, explica. Por vezes, esse “bicho” é alimentado por sentimentos ruins cultivados pelas pessoas, como a tristeza, a raiva e o medo, até que se manifesta no plano físico.



O consultório da terapeuta Carolina
É por isso que surge o floral, como uma medicina que vem, não para brigar com a convencional, mas para complementá-la. Pois é preciso tratar o problema físico, sim. Mas, se sua origem é emocional, tratar a patologia apenas com medicamentos que atuam sobre o corpo significa combater a consequência e deixar a causa intacta. Como explica a terapeuta Carolina, é preciso “trazer a origem do problema para a consciência, entender e transformar”.

Atualmente, existem mais de cinco mil terapeutas que trabalham com florais alquímicos no Brasil. Os florais e outras medicinas integrativas – como a acupuntura, a homeopatia, entre outras – são cada vez mais reconhecidos como fonte de auxílio à medicina ocidental. Como exemplo disso, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, criou o primeiro curso de pós-graduação em medicina integrativa do Brasil, e também foi pioneiro em aliar essas terapias no tratamento de pacientes com câncer. E você, acha que há algo mais para curar do que suas cotidianas dores de cabeça? Os florais podem ser uma opção.

No infográfico abaixo, você pode conhecer alguns tratamentos para os quais os florais alquímicos são direcionados. As informações são da terapeuta Fabiana Bregolin.




Texto, fotos e infográfico: Gabriela Grillo

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