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Desenho criado por Báia, e colorido por uma das seguidoras
de sua fanpage |
Bárbara, mais conhecida como Báia, tem 26 anos e é professora de inglês na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ela é apaixonada pelo que faz, mas também tem outro talento, o de desenhar, atividade esta que faz parte da sua vida desde a infância. Em 2015, ela resolveu criar uma página na rede social Facebook, não somente para mostrar os seus desenhos, mas também com a intenção de por meio deles discutir, auxiliar e construir uma rede de apoio virtual entre mulheres, divulgando as suas situações e lutas diárias. A fanpage “Agridulce” apresenta, além de questões específicas, campanhas que promovem a participação do público por meio de frases, depoimentos e de desenhos para colorir.
Nesta entrevista, Báia apresenta os detalhes de sua página e da sua relação com os seguidores.
(altern) atividade - Você desenha há quanto tempo? O que te inspira?
Báia: Eu sempre desenhei, desde pequena. A Agridulce abri esse ano e venho expondo meus desenhos lá. O que me inspira? Acho que qualquer coisa pode me inspirar... Mas de uma forma geral, assuntos relativos à depressão e a nossa luta enquanto mulheres me movem com bastante força.
(altern) atividade - Sua fanpage existe há quanto tempo? Como surgiu a ideia de criá-la? Somente você a administra?
Báia: Nossa, é uma história longa que tentarei encurtar. Como já mencionei, abri a Agridulce esse ano, em fevereiro e a administro sozinha. Eu desenhava bem esporadicamente para uma página de esquerda no Facebook e nela conheci uma mulher maravilhosa, a Janaina Rambow, que me incentivou com muito afinco e carinho a abrir minha própria pagina. Ela teve um papel essencial para que a Agridulce existisse, porque não só me apoiou como fez a maior parte da divulgação e moveu outras meninas para ajudarem. Sou muitíssimo grata a ela, é uma amiga querida.
(altern) atividade - Há quantos seguidores no momento? Qual o perfil do público desta fanpage?
Báia: Estamos com 13,368 lindos e maravilhosos seguidores. Eu olho pra esse número e nem acredito, achava que não passaria dos mil, rs. O público é majoritariamente feminino e feminista.
(altern) atividade - Você produz os desenhos? Qual a participação dos fãs neste canal?
Báia: Sim, eu produzo os desenhos. Os fãs geralmente participam enviando mensagens inbox com sugestões e mensagens de carinho e apoio. Agora com o projeto “Conta sua Dor” acredito que a interação entre nós será maior.
(altern) atividade - Que desenhos você destacaria de sua fanpage? Por quê?
Báia: Os desenhos da campanha “Você faria tudo por você mesma” que desenvolvi para o mês de março tiveram uma resposta muito positiva, acho que promoveram uma reflexão interessante para o público que acessa a página, estimulando mulheres a se valorizarem. A campanha agora do “Conta sua Dor”, apesar de recente, também tem sido muito importante. Não apenas para as mulheres que compartilham seus relatos de dor, mas também para as que leem e se identificam com eles. É uma oportunidade para quem nunca falou da sua dor se abrir e colocar sua história no mundo. Acho isso libertador.
(altern) atividade - Como você vê a importância de uma fanpage como a sua para a sociedade?
Báia: É um espaço para mulheres numa sociedade em que os nossos espaços são pequenos e pouco acolhedores.
(altern) atividade - Você acredita que o meio digital amplia a discussão a cerca do feminismo?
Báia: Com certeza.
“... um tema recorrente nos meus desenhos é a luta da mulher e as dificuldades e violências que ela precisa superar diariamente para simplesmente existir nesse mundo, nessa sociedade. Meu objetivo inicial era apenas colocar meus desenhos na rede para que quem se identificasse com eles pudesse se sentir um pouco menos sozinha. Hoje, já gostaria de poder divulgar o que outras mulheres sentem e vivenciam também, para que com isso possamos construir uma rede de apoio virtual e, quem sabe, até real (planos futuros).”, destaca Báia.
No infográfico abaixo, podemos ver alguns dados sobre a situação da mulher na sociedade:
Conheça alguns desenhos do projeto "Conte sua dor":
Báia também desenvolveu o projeto "Você faria tudo por você mesma?". Conheça:
Texto e infográfico: Duani Lima
Imagens: Divulgação/Agridulce